5 de jun. de 2009

Murar favelas

Os muros não garantem o controle da expansão horizontal dessas comunidades, podem servir como paredes para novos barracos e dão vantagem estratégica aos traficantes locais, uma vez que dificultam invasões de grupos rivais e incursões da polícia pela mata. Os traficantes passam a exercer maior controle sobre o seu território, pois os acessos à comunidade passam a ser ainda mais limitados, tal qual uma cidade medieval ou condomínio de classe média.

Clique aqui e leia a íntegra.

Dia Mundial do Meio Ambiente

Resolvi postar alguns trechos da carta do cacique Seattle,sempre que leio entro em meu "eu", penso na minha existência o meu papel aqui na terra.
O mesmo sentimento que tenho ao ler a carta, gostaria que vocês tivessem,claro que vou colocar trechos, mas dessa vez não irei colocar o link de "mão beijada" se quiserem a carta completa. Pesquisem.
(...)Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo...não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro...Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra...De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.

24 de abr. de 2009

Apenas Três Reais

Glauber de A. L. da Anunciação

Bem acordei tarde, cansado, exausto, mas pensativo como de costume fui à janela e observei o sol, estava lindo e pensei, “dá” uma praia hoje, fui à carteira “preta” onde guardo meu suado dinheiro e fiquei triste, pois nada encontrei, para ser mais preciso tinha três reais, e não dá pra nada. Fiquei mais triste ainda porque perdi minha madrugada corrigindo prova, fazendo exercícios, lendo provas...e estava querendo ir a praia, até mesmo porque era feriado.Então pensei vou ler um jornalzinho, fiz o que tinha q fazer para ler sem interrupções (morando com os pais sabe como é), comecei (detalhe peguei o MP3 e dei início, Musica Pixote isso mesmo Pixote também não entendi o porque estava ouvindo esse “Grupo” musical, acho que é porque estou apaixonado, mas isso não vem o caso) de capa observei (não falarei o Jornal) Briga pública de ministros do STF vira crise...fui a página com muita sede ao pote e iniciei a leitura blá blá blá Vossa Excelência é bem bobo, ah eu não sou bobo me respeite. Vossa Excelência é feio é bem feio, não sou seus “coleguinhas”, pára com isso.
Amigos (as), não estou aqui discutindo a gravidade das acusações que ocorreram e foi publicada pela mídia, estou me divertindo nas palavras ditas por eles, não foi do jeito que relatei, mas foi bem parecido com as briguinhas dos meu “filhos” de 11 a 13 anos em sala de aula, o sol continuava e eu buscava uma leitura no jornal que me agradasse Ah começou a tocar “Fã de Carteirinha” pois o Pixote ainda rolava e ao mesmo tempo observei Passagens de Vôos...Parlamentares e assessores em destaque, e eu de novo fui com uma fome para ler a informação que ali continha e dê “cara” dei com um “mapazinho” em forma de globo e fiquei admirando, pois estava lindo estava parecido com os mapas que passei de exercício para os meus “filhos” de 5° série ou melhor 6°ano, então no artigo era discutido sobre limitação do uso das passagens a deputados e assessores...para excluir familiares e amigos de viagens internacionais com a “Carteirinha” lembrei dá carteirada...Deputados dizendo que o Senado queria os separar dos filhos, amigos,esposas...pensei Bota na Justiça lembrei da frase do meu Pai quando diz que alguns clientes são “JUSTICEIROS” o problema é grave e sério.
E o sol mais lindo do que nunca, mas como sabemos estou “duro” procurei mais notícias que me agradasse o mapa não foi muito suficiente. Daí lendo pra lá, Lendo pra cá, observei uma noticia “agradável” sobre um estrangeiro que ama o Brasil (Rio de Janeiro – Copacabana – Samba –Sol -Mulheres...) e diz que praticamente é brasileiro, fico triste ao mesmo tempo me divirto com essas coisas, Pianista, Saxofonista, Flautista, Gaitista que se destaca no Brasil (RJ) e atrai a população em geral (isso é a notícia).
Gente que população (Maioria) é essa que vai assistir o concerto a preços exorbitantes, será que é todo o Brasil (RJ) que acompanham o Concerto, em entrevista diz que o preço é popular (80 reais) Há Há popular para o popular. Lembro de um Fórum que fui ao final de 2007 Internet Governance Fórum num Hotel 5 estrelas na Barra, No Grupo de Pesquisa da Prof° Dr°.Michéle Tancman no qual reparei que no evento não tinha a população em massa ou pelo menos um membro de associação de moradores - pensei: claro que não vai ninguém (Pobre) até mesmo porque o objetivo e o interesse É e não É da população, mas o que me intrigou e à alguns membro do Grupo de Pesquisa foi o porque durante o Encontro toda hora era agradecida a população (gente eles estavam se referindo a população em massa ou seja os pobres) que os recebeu, até a programação dizia que toda população falava inglês, e espanhol com facilidade gente isso era mencionado por membros importantes ali presentes já que se tratava de encontro internacional.
Sabemos que a massa mal tem o ensino médio de verdade, falo verdade porque sabemos que temos uma deficiência no ensino que existe a “desigualdade escolar” enquanto futuros professores estão lendo Milton Santos Por uma outra globalização tem alunos de ensino médio da rede privada (não vou dizer quais escolas até mesmo porque não vem o caso e também não estou dizendo que está errado) que estão lendo, imagina os estudantes da rede pública (claro não são todas) o que estão lendo? Opa fugi um pouco desculpe, então será que todos do Rio de Janeiro onde foi sediado o evento sabia o inglês, sabemos que não, o porquê da informação equivocada, bem o motivo sabemos, pelo menos creio nisso. Agora vou à busca de “algo agradável” bem o sol continua lindo e meu celular tocou, boa noticia vou sair , sim sim estou com três reais, mas quem tem amigos tem tudo, fui que fuiiiiii.

Glauber de A. L. da Anunciação
Professor de Geografia
glauberanunciado@yahoo.com.br

26 de fev. de 2009

"Resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua ideologia falsária"

A perspectiva de uma fragmentação da economia global em estruturas hegemônicas regionais, lutando entre si, deveria despertar os dirigentes políticos, levá-los a deixar de dizer banalidades sobre restaurar a confiança e a fazer o que precisa ser feito para resgatar o capitalismo dos capitalistas e de sua falsária ideologia neoliberal. E sim, isso significa socialismo, nacionalizações, diretrizes estatais robustas, força de colaborações internacionais e uma nova arquitetura financeira internacional. A análise é de David Harvey.

David Harvey é geógrafo, sociólogo urbano e historiador social marxista. É professor da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY) e autor de vários livros e artigos, dentre os quais se destaca "A Produção Capitalista do Espaço", publicado no Brasil pela Annablume Editora. Vem dando seminários sobre O Capital, de Karl Marx, há 40 anos.

Clique aqui e confira a entrevista. À Carta Maior

24 de jan. de 2009

Rs Rs Rs

Galera sou flamenguista, time melhor não há, mas tenho que postar essa histórinha, os (des)flamenguistas vão adorar lê isso.

Não estou ZOANDO nada, só achei divertido e queria que vocês lessem.

FILHO:
- Pai, por que o senhor sempre fala que eu tenho que ser Flamenguista?

PAI:
- Porque o Flamengo é o melhor time e também aquele que tem a maior torcida do mundo, meu filho!

FILHO:
- Isso é legal né pai! Mas acho que não entendi bem...A Índia e a China são os países mais populosos do planeta, cada um com mais de 1 bilhão de habitantes, eles também jogam futebol e ninguém por lá sabe o que é o Flamengo. Será que somos mesmo a maior torcida do mundo?

PAI:
- Esses caras não entendem de futebol, por isso não torcem pelo Flamengo...

FILHO:
- Tá, mas outros países que entendem de futebol, como a Argentina, Uruguai, Espanha e Itália têm clubes com muito mais títulos internacionais (Libertadores e Mundiais) do que o Flamengo. Será que somos mesmo os melhores do mundo?

PAI:
- E daí! O futebol brasileiro é o que importa, meu filho! Porque nossa seleção é a única pentacampeã mundial!

FILHO:
- Bom, nesse caso imagino então que o Flamengo seja o time que mais forneceu jogadores pras seleções brasileiras em Copas do Mundo, né!

PAI: - Na verdade, o time que mais cedeu jogadores pras seleções brasileiras em Copas do Mundo é o Botafogo, seguido do São Paulo, depois do Vasco e o Corinthians ..... ah, deixa pra lá, garoto! O que importa não é a quantidade, mas a qualidade do jogadores cedidos! Nós tivemos craques do nível do Zico, Júnior e Leandro vestindo a camisa canarinho!

FILHO:
- Legal! E quantas Copas eles ganharam?

PAI:
- Esses jogadores?.... Nenhuma.... Mas e daí! o teu professor não ensinou que 'o importante é competir'?

FILHO:
- Sim, mas eu só estava tentando entender.... melhor esquecer esse negócio megalomaníaco de melhor do mundo e me diz aí: quando foi nosso último título brasileiro?

PAI:
- Foi em 1992, com um timaço!

FILHO:
- Pô!, mas faz tanto tempo assim? Já Tenho 13 anos, e já faz mais de 15 que o Flamengo ganhou o último título brasileiro?

PAI:
- É meu filho, mas somos do time mais vezes campeão brasileiro!! Cinco!!

FILHO:
- Mas para a CBF, que é o Órgão Oficial de Futebol no Brasil, o campeão brasileiro de 1987 foi o Sport Recife e não o Flamengo, não é verdade?

PAI:
- Sim, pentelho, mas nós, da torcida rubro-negra, consideramos que é o Flamengo!

FILHO:
- Mas quem representou o Brasil na Libertadores de 1988 foi o Sport...

PAI:
- Melhor voltarmos ao assunto dos títulos brasileiros.

FILHO:
- Bom então somos iguais ao Vasco, ao Corinthians e Palmeiras que também são quatro vezes campeões brasileiros! E o único penta é mesmo só o São Paulo?

PAI:
- Mais ou menos, porra!

FILHO:
- Calma pai, o senhor está bravo só porque o Flamengo não é bem isso que o senhor pensava?

PAI:
- Pára com isso filho! Nós já fomos campeões mundiais!!!

FILHO:
- Sério Pai!? Quando?

PAI:
- Em 1981, no Japão.

FILHO:
- Já existia televisão nessa época, pro senhor ver o jogo?

PAI:
- Claro, porra!

FILHO:
- Que legal, então nós também ganhamos a Libertadores em 81?

PAI:
- Sim, filhão!!!!

FILHO:
- É verdade que ganhamos a Libertadores sem enfrentar nenhum time argentino nem uruguaio?

PAI:
- Sim, e daí?

FILHO:
- E daí que esses são países de tradição no futebol sul-americano. Sem enfrentar argentinos ou uruguaios a competição ficou muito mais fácil de ser ganha...

PAI:
- Tá, mas ganhamos do Cerro Portenho, Deportivo Cali, Jorge Wilstermann e Cobreloa.

FILHO:
- Caramba! algum desses times já foi campeão da Libertadores, Sul Americana, Mercosul, Recopa, Supercopa, Conmebol ou alguma coisa de expressão internacional?

PAI:
- Não filho.... quer dizer, sei lá! mas que merda!!!!

FILHO:
- É verdade que os únicos times conhecidos contra os quais Flamengo jogou naquela Libertadores - Atlético Mineiro e o Olímpia do Paraguai-não conseguimos vencer nenhuma vezinha sequer?

PAI:
- É.. foram empates...

FILHO:
- E também é verdade que passamos da primeira fase após aquela confusão na qual o Atlético Mineiro teve metade do time expulso pelo juiz supostamente comprado... e o jogo terminou com a vitória magra do Flamengo por falta de jogador adversário e não teve jogo extra como mandava a regra?

PAI:
- Azar do Atlético....

FILHO
- Pai, também é verdade que se o crítério de gols feito fora de casa (que vale o dobro na Libertadores) fosse mantido também na final que fizemos com o Cobreloa, não teríamos sido os campeões, porque eles meteram um gol no Maracanã e nós passamos em branco lá no Chile?

PAI:
- É mas, pra nossa sorte, só na final esse critério muda...

FILHO:
- Sei não pai, chegamos aos trancos e barrancos na final e também não pegamos nenhum time Argentino ou uruguaio pelo caminho, assim ficou fácil demais!

PAI:
- Porra, moleque. Tá de sacanagem com a minha cara?

FILHO:
- Não, só estou querendo saber.. Se o fato de não termos enfrentado nenhum time de expressão não fez nenhuma diferença, como fomos, então, nas outras NOVE vezes em que participamos na Libertadores?

PAI:
- Bom, nós fomos eliminados nas primeiras fases em todas as vezes, quase sempre por times argentinos ou uruguaios... Mas isso não importa! O que importa é o título!

FILHO:
- Eu achava que o senhor pensava que o importante era competir....

PAI:
- Que nada! Isso é baboseira de Vascaíno que só sabe ser vice!

FILHO:
- Mas pai, eu li num livro que o Flamengo é o time do Rio que mais tem vice-campeonatos em sua história, são 33 vices contra 27 do Vasco!
Está no livro 'Os 10 Mais', de André Alzer e Mariana Claudino, Editora Agir.

PAI: - Já falei pra você parar de ler livros! Isso não combina com ser flamenguista!

FILHO
- O que é isso pai! Eu só acho errado ficar menosprezando vice campeonatos, até porque às vezes acho tudo meio injusto. Veja agora, o Fluminense jogou 4 vezes com a LDU nessa Libertadores, ganhou duas, empatou uma e perdeu somente uma vez... O senhor achou justo a LDU ter sido campeão? E se critério de gols fora de casa não mudasse na final o título seria do Fluminense...

PAI:
- Eu não quero saber do Fluminense!

FILHO:
- É mas eu vi o senhor sacaneando um tricolor por causa da LDU....Mas pra mim, nessa Libertadores, a vergonha do Flamengo foi muito maior, afinal perdemos em casa diante da nossa torcida pra um timeco mexicano, tomando gols de uma cara que tem a barriga maior do que a sua...
O Fluminense ao menos ganhou todas em casa, ficou em primeiro lugar na fase classificatória (apesar de estar no grupo da morte), despachou times de tradição na competição (Boca, São Paulo, Arsenal, Libertad) e ainda trouxe a grande final pro Maracanã (coisa que ninguém tinha conseguido fazer na história do nosso maior estádio).

PAI;
- Já falei que não quero saber do Fluminense!!!!!!!!

FILHO:
- Calma paizinho. Vamos passear então, me leva ao estádio do Flamengo.

PAI (chorando):
- Não temos estádio porra! Temos uma sede num terreno alugado pela prefeitura do Rio com um campo de treinamento e uma piscina muito mal conservada.

FILHO (puto da vida):
- Chega pai! Assim não dá. Não temos estádio, não temos a maior torcida nem o melhor time, nosso título mais comemorado é um mundial há quase 30 anos, que conseguimos graças à falta de argentinos e uruguaios e não somos campeões brasileiros faz quase 20 anos...

PAI( um minuto de silêncio):
- É.. mas no ano que vem nós passaremos o Fluminense e nos tornaremos o time com mais títulos cariocas!!

FILHO:
- Mas pai, isso só é possível porque nos consideramos duas vezes campeões em um mesmo ano (1979)! E ultimamente dizem que andamos comprando juízes e ganhando dos adversários de forma vergonhosa - como foi contra o Botafogo nesse ano e ano passado. Mas apesar de tudo isso, se ganharmos no ano que vem nos tornaremos finalmente os maiores campeões cariocas, isso em mais de 100 anos que estamos disputando essa competição, não é verdade?

PAI:
- Seu filho da puta!! filho dum corno!!! Tá de castigo!!!

22 de jan. de 2009

Frei Betto

“Por mais que o governo de Israel e todos os que o apoiam tentem, não irei odiar a vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.
“Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo, que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer creditar o governo israelense.
“Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.
“Por mais que o governo de Israel e todos que o apoiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.
“Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apóiam o massacre dos árabes palestinos, e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas, gritem! Se sua voz não for ouvida,acreditar-se-ão com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.
“Mesmo que sejam deploráveis todos os anti-semitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.
“Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial,os EUA.
“Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.
“Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser
eliminados; não deixarei de condenar o anti-semitismo ou qualquer tipo de reconceito étnico.
“Continuarei defendendo a idéia de que todos, sem distinção, somos iguais, e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apóiam.”
Faço minhas as palavras de meu querido amigo Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo e autor de reconhecida qualidade, como o comprova o texto acima, que tão bem traduz a indignação e a dor de tantos que testemunhamos a guerra do Oriente
Médio.
Vários intelectuais judeus têm manifestado indignação frente às operações do Estado de Israel. Tom Segev, historiador e cientista político, escreveu no “Haaretz” que “Israel sempre acreditou que causar sofrimento a civis palestinos os faria rebelarem-se contra seus líderes nacionais, o que se mostrou errado várias vezes”. O escritor Amos Oz sublinhou: “chegou o tempo de buscar um cessar-fogo”, com o que concorda o escritor David Grossman e o ex-chanceler israelense Shlomo Ben-Ami

Os limites do Capital são os limites da Terra

Leonardo Boff

(...)os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nestes limites tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar seremos destruídos por Gaia pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que de forma persistente e continuada ameaçam a todas as demais. Nós, *homo sapiens e demens*, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom.
Para onde iremos? Nem o Papa nem o Dalai Lama, nem Barack Obama nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos, esta direção nos levará a uma terra na qual os seres humanos podem ainda viver humananente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe.
Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos: (1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza; (2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca; (3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos; (4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal; (5) a espiritualidade, como
expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta.
Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela Energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar...

Virtual


Consideremos, para começar, a oposição fácil e enganosa entre real e virtual. No uso corrente, a palavra virtual é empregada com frequencia para significar a pura e simples ausência de existência, a “realidade” supondo uma efetuação material, uma presença tangível. O real seria da ordem do “tenho”, enquanto o virtual seria da ordem do “terás”, ou da ilusão, o que permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de virtualização.
A palavra virtual vem do latim madieval virtualis, derivado por sua vez de virtus, força, potência. Na filosofia escolástica, é virtual o que existe em potência e não em ato. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado no entanto à concretização efetiva ou formal. A árvore está virtualmente presente na semente. Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.
Já o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a atualização. Esse complexo problemático pertence à entidade considerada e contitui inclusive uma de suas dimensões maiores. O problema da semtne, por exemplo, é fazer brotar uma árvore. A semente “é” esse problema, mesmo que não seja somente isso. Isto significa que ela “conhece” exatamente a forma da árvore que expandirá finalmente sua folhagem acima dela. A partir das coerções que lhe são próporias, deverá inventá-la, coproduzi-la com as circunstâncias que encontrar.
A atualização aparece então como a solução de um problema, uma solução que não estava contida previamente no enunciado. A atualização é criação, invenão de uma forma a partir de uma configuração dinâmica de forças e de finalidades. Acontece então algo mais que a dotação de realidade a um possível ou que uma escolha entre um conjunto predeterminado: uma produção de qualidades novas, uma transformação das idéias, um verdadeiro devir que alimenta de volta o virtual.
A Virtualização - Compreende-se agora a diferença entre a realização (ocorrência de um estado pré-definido) e a atualização (invenção de uma solução exigida por um complexo problemático). Mas o que é a virtualização? Não mais o virtual como maneira de ser, mas virtualização como dinâmica. A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização. Consiste em uma passagem do atual ao virtual, em uma “elevada à potência” da entidade considerada. A virtualização não é uma desrealização (a transformação de uma realidade num conjunto de possíveis), mas uma mutação de identidade, um deslocamento do centro de gravidade ontológico do objeto considerado: em vez de se definir principalmente por sua atualidade (uma “solução”), a entidadee para a encontrar sua consistência essencial num campo problemático. Virtualizar uma entidade qualquer consiste em descobrir uma questão geral à qual ela se relaciona, em fazer mutar a entidade em direção a essa interrogação e em redefinir a atualidade de partida como resposta a uma questão particular.

Fatos de Marte





Marte é o sétimo maior planeta do sistema solar e o quarto a partir do Sol:

* distâncias do Sol: 227.940.000 km
* diâmetro:6.794 km
* massa: 6,4219 x 10^23 kg (ou 6,4219e23 kg, onde e23 = 10 elevado à potência 23)

Marte (grego: Ares) é o deus da guerra. O planeta provavelmente recebeu esse nome devido à sua cor vermelha. Marte é às vezes chamado de Planeta Vermelho. O deus Marte dos romanos era o deus da agricultura antes de seu nome se ligar ao deus Ares dos gregos; os que são a favor da colonização do planeta podem preferir esse simbolismo. O nome do mês março se origina de Marte.
Com exceção da Terra, Marte apresenta a mais interessante e variada topografia de todos os outros planetas telúricos ressaltando-se o aspecto verdadeiramente espetacular de algumas de suas formações.
Grande parte dessa superfície é muito velha e craterizada , mas há também vales, penhascos, colinas e planícies mais jovens.
O interior de Marte é conhecido somente por inferência de dados sobre a superfície e das estatísticas sobre o planeta. O cenário mais provável é de um núcleo denso com cerca de 1700 km de raio, um manto rochoso derretido, um pouco mais denso que o da Terra, e uma crosta delgada. A ausência de um campo magnético global indica que o núcleo de Marte é provavelmente sólido. A densidade relativamente baixa do planeta, comparada a de outros planetas telúricos, indica que seu núcleo provavelmente contém uma fração relativamente grande de material oxidado.
Como Mercúrio e a Lua, Marte parece não apresentar placas tectônicas ativa; não há indicações de movimento horizontal da superfície, tais como as montanhas dobradas tão comuns na Terra. Sem qualquer movimento lateral da placa tectônica, os pontos quentes sob a crosta permanecem em posição fixa com relação à superfície. Isso, juntamente com uma gravidade superficial mais baixa, poderia explicar o intumescimento de Tharis e seus enormes vulcões.
No início de sua história, Marte apresentava características muito próximas às da Terra. Como também ocorreu com a Terra, todo o seu dióxido de carbono foi consumido na formação de rochas de carbonato. Mas, pelo fato de não ter placas tectônicas, Marte é incapaz de reciclar qualquer quantidade desse dióxido de carbono e retorná-lo à atmosfera, e, assim, não pode manter um efeito estufa significativo. A superfície de Marte é, portanto, muito mais fria do que a Terra seria a essa distância do Sol.
Marte é permanentemente encoberto por calotas de gelo em ambos os polos compostas em sua maior parte de dióxido de carbono sólido ("gelo seco"). Durante o verão norte, o dióxido de carbono sublima-se completamente, deixando uma camada residual de gelo de água. Não se sabe se uma camada semelhante de gelo de água existe abaixo da capa sul, uma vez que sua camada de dióxido de carbono nunca desaparece completamente. Pode existir gelo de água escondido sob a superfície, em altitudes mais baixas. As variações sazonais da extensão das capas polares alteram a pressão atmosférica global em cerca de 25% (conforme medições feitas nas áreas exploradas pela sonda Viking>>>>>A viking foi lançada do Cabo Canaveral, Flórida, a 20 de agosto de 1975, acoplada a um foguete Titã. A sonda entrou em órbita de Marte a 19 de junho de 1976, e o lander desceu nas encostas ocidentais de Chryse Planitia a 20 de julho de 1976. Logo começou sua procura de micro-organismos marcianos (ainda hoje se discute se as sondas teriam ou não encontrado vida em Marte), e enviou para a Terra incríveis imagens a cores do cenário à sua volta. Foi através delas que os cientistas viram que o céu de Marte tinha uma cor rosada, e não azul escuro como eles pensavam anteriormente. (a cor rosa da atmosfera é o reflexo da luz solar nas partículas de poeira avermelhadas da atmosfera rarefeita). O lander desceu num local de areia vermelha e matacões, que se estendia até onde suas câmeras podiam alcançar.)

Marte

Fiquei sabendo da notícia que haveria metano em Marte, e comecei a pesquisar e achei no G1 esta reportagem.

Cientistas americanos disseram hoje (15/01) que a existência de metano na atmosfera de Marte é uma prova de que esse planeta se mantém ativo, biológica e geologicamente.

A existência do gás, que constitui uma chave da vida como se conhece na Terra, foi divulgada hoje por um relatório publicado pela revista "Science", em um número dedicado ao ano mundial da astronomia.

Telescópios da Nasa no Havaí detectaram pelo menos três camadas de metano sobre a superfície do planeta.

"A atmosfera de Marte destrói rapidamente o metano de diversas formas. Portanto, nossa descoberta de metano no hemisfério norte em 2003 indica que existe um processo de emissão do gás", disse Michael Mumma, do Centro de Voos Espaciais da Nasa, em Maryland.

"Em meados do verão no hemisfério norte, o metano é liberado a um ritmo comparável ao de sua filtragem em uma jazida da Califórnia", diz Mumma, um dos autores do relatório publicado pela "Science".

O metano, cuja molécula consiste em um átomo de carbono unido a quatro de hidrogênio (CH4), é o principal componente do gás natural na Terra. Também intervém em outros processos geológicos como o da oxidação do ferro.

Por outra parte, muitos organismos vivos no planeta emitem o gás durante o processo de digestão de nutrientes.

"No momento, não temos informação suficiente para assegurar que o metano em Marte é produto de processos biológicos ou geológicos", assinalou o cientista.

Os cientistas estimam que se existe algum processo biológico este estaria ocorrendo sob a superfície de Marte, onde a água não está congelada e poderiam ser encontradas mostras de carbono.

"Na Terra os microorganismos se multiplicam a entre 2 mil e 3.500 metros de profundidade, onde a radiatividade separa as moléculas de água", indicou.

Mumma afirmou que esses microorganismos se abastecem de energia a partir do hidrogênio, um processo que seria utilizado por organismos similares para sobreviver bilhões de anos sob a superfície congelada de Marte.

Os gases, como o metano, seriam libertados através das fissuras que conectam as profundezas do terreno com a atmosfera marciana, especialmente durante a primavera, diz o cientista.

Bem

Não se sabe ao certo de onde surgiram esse gás, mas que é interessante é, e sugiro que todos pesquisem sobre o assunto, pois alguns cientistas dizem que futuramente iremos morar lá...

18 de dez. de 2008

Ronaldo (Fenômeno)

Meu Amigo Vanderson (Marisia) que "mandou" colocar, tá aí filhote.

Renato Mauricio Prado

Pobre menino rico

Quanto vale um sonho? Há fantasias impossíveis, por custos ou questões intangíveis: as amorosas, por exemplo - a bela tenista Maria Sharapova nunca me deu bola! Mas, falando sério, mesmo vivendo num mundo cada vez mais capitalista, ainda há coisas que o dinheiro não compra - como lembra aquela ótima propaganda, antes de arrematar: "para as outras existe cartão de crédito"...
O preâmbulo, claro, é para discutir a questão de Ronaldo Fenômeno e sua opção pelo Corinthians.
Escolha válida, sob o ponto de vista estritamente profissional - embora com deslizes éticos e, acima de tudo, de educação. Mas isso é outra história, que abordarei mais adiante.
Voltemos à questão do sonho. Desde menino, Ronaldo Nazário acalentava o desejo de jogar no Flamengo - time do seu coração.
Quis o destino que do São Cristóvão (onde começou, como amador) se transferisse para o Cruzeiro e de lá para a Europa, onde acumulou fortuna e fama.
Agora, eis que, no apagar das luzes de sua gloriosa carreira, surge enfim a oportunidade de realizar o sonho de menino.
Multimilionário (com mais de 100 milhões de euros na conta, conforme ele próprio gosta de contar) e em recuperação de nova e complicada cirurgia no joelho, que lugar poderia acolhê-lo com mais carinho?
Pois foi, justamente, na Gávea, sede do Flamengo, que Ronaldo iniciou o trabalho de recuperação e reencontro com a bola.
Lá, também, logo no primeiro dia, ouviu do presidente Márcio Braga as boas vindas e a garantia de que, quando resolvesse voltar a jogar o rubro-negro moveria céus e terras para atender aos seus anseios e contratá-lo por salário à altura de seu valor no mercado.
- É só dizer quando você se sentir em condições e a gente discute e dá um jeito! A bola está contigo. Até lá, o clube é seu. Use e abuse - disse Márcio Braga.
- Jogar no Flamengo sempre foi o meu sonho. Ele é o favorito. Está na "pole position" (para acertar a contratação) e eu quero estar muito bem (fisicamente) para merecer vestir a camisa rubro-negra. Decido em janeiro! - anunciou Ronaldo, no "Bem, Amigos", no Sportv, após três meses de treinos.
De lá pra cá, entretanto, o Fenômeno, curiosamente, desapareceu da Gávea.
A mim, explicou que sofrera uma contusão leve, que o impedia de treinar e, por isso, passara a fazer fisioterapia em sua própria clínica.
No Flamengo, as versões foram outras: houve quem falasse em crise familiar (sua mulher estaria querendo voltar a morar em Paris), houve quem desconfiasse que o problema era mais sério - e a possibilidade de encerramento da carreira ganhou força quando, após se arrastar em campo, por apenas 15 minutos, no amistoso beneficente entre seus amigos e os de Zidane, realizado no mês passado, no Marrocos, o próprio Ronaldo (bem acima do peso) se disse em dúvidas sobre o futuro.
Futuro resolvido esta semana, meio de sopetão e sem que o jogador nem sequer tivesse retomado os treinamentos ou a conversa com os dirigentes do Fla.
Detalhe: o dinheiro que Ronaldo vai ganhar no Parque São Jorge (e que dificilmente será assim tão maior do que o Flamengo poderia lhe pagar, com ações de marketing do mesmo teor) não mudará em nada a sua vida - em aplicações banais, com o que já possui, ele fatura, por mês, mais de 1 milhão de euros.
Isto, fora os três contratos de publicidade que ainda tem em vigor e independem de onde jogará (TIM, Nike e Ambev).
Resumo da ópera: por maior que seja o sucesso dos planos corintianos, o resultado final representará uma ninharia perto do patrimônio Fenomenal.
Aí, volto a questão básica. Quanto vale um sonho? Há quem trabalhe a vida inteira para juntar dinheiro e realizar o seu. E o Fenômeno ainda iria ganhar (algo semelhante ao que lhe pagarão agora) para isso.
Mas mesmo não precisando de nem mais um tostão para realizar até as fantasias de suas gerações futuras, Ronaldo abriu mão daquele que dizia ser um dos seus maiores sonhos.
Pobre menino rico! Não conseguiu entender a propaganda: cartão de crédito ele já tem de sobra...
Em tempo: Ronaldo deveria ter sido, no mínimo, educado e agradecido ao Fla a forma como foi recebido e tratado nos meses em que se recuperou na Gávea. Não ter nem sequer dado um telefonema para avisar que recebera uma proposta do Corinthians - e estava estudando aceitá-la - é inexplicável e imperdoável.
Mas, cá entre nós, os dirigentes do Fla também, poderiam ter procurado conversar com o Fenômeno quando começaram a pipocar aqui e ali notícias do interesse corintiano...



Quem vendeu o sonho do Fenômeno? Fabiano Farah, seu procurador desde que os antigos empresários, Reinaldo Pita e Alexandre Martins, foram presos.
Farah foi também o responsável pela ida de Morais, do Vasco, para o Corinthians. Deve ser adorado pelas duas maiores torcidas do Rio...

20 de nov. de 2008

Muito bom!!

O Ministério da Educação (MEC) determinou a desativação de 1.337 centros de educação à distância no país, com a suspensão de vestibulares ou redução de novas vagas, e prazo de um ano para que as universidades promovam melhorias, sob ameaça de descredenciamento. As medidas atingem quatro instituições de ensino que, juntas, concentram 54,7% dos 760.599 alunos de graduação à distância no Brasil.
São elas: Universidade do Norte do Paraná (Unopar), Universidade Estadual de Tocantins (Unitins), Faculdade Educacional da Lapa (Fael, no Paraná) e Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi, em Santa Catarina). As quatro instituições foram as primeiras submetidas a um pente-fino do MEC, por terem um grande número de alunos e serem alvo de denúncias de irregularidades e falhas de conteúdo e de avaliação.
Elas cresceram rápido demais. Estamos dando um freio nessa expansão, com um choque de qualidade - diz o secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Bielschowsky.
Os centros de atendimento, onde estudam mais de 60 mil universitários em 1.200 municípios, estão proibidos de receber novos alunos. Os atuais estudantes poderão concluir os cursos, mas depois as unidades deverão ser desativadas. Boa parte não tem biblioteca, laboratório, sala de estudos nem acesso à internet na proporção exigida de três alunos por computador.

16 de nov. de 2008

A pedido dos CERVEJEIROS.Se beber não dirija!!!







Malte

O malte utilizado em cervejaria é obtido a partir de cevadas de variedades selecionadas especificamente para essa finalidade. A cevada é uma planta da família das gramíneas – parente próximo do trigo – e sua cultura é efetuada em climas temperados. No Brasil, é produzida em algumas partes do Rio Grande do Sul durante o inverno; na América do Sul, a Argentina é grande produtora.
Após a colheita da safra no campo, os grãos (sementes) de cevada são armazenados em silos, sob condições controladas de temperatura e umidade, aguardando o envio para a maltaria – indústria que faz a transformação da cevada em malte. Este processo consiste, basicamente, em colocar o grão de cevada em condições favoráveis à germinação, deixar que ela ocorra, e interrompê-la tão logo o grão tenha iniciado o processo de criação de uma nova planta. Nessa fase, o amido do grão apresenta-se em cadeias menores que na cevada, o que o torna menos duro e mais solúvel, e, no interior do grão, formam-se enzimas que são fundamentais para o processo de fabricação de cerveja. A germinação é então interrompida por secagem a temperaturas controladas, de modo a reduzir o teor de umidade sem destruir as enzimas formadas.

Malte, portanto, é o grão de cevada que foi submetido a um processo de germinação controlada para desenvolver enzimas e modificar o amido, tornando-o mais macio e solúvel. Utiliza-se, nesse processo, estritamente, as forças da natureza, que proveu as sementes da capacidade de germinar para desenvolver uma nova planta. Tudo o que o homem faz nesse processo é controlar as condições de temperatura, umidade e aeração do grão.

Fonte:http://www.ambev.com.br/soc_04.htm

Pai de Verdade

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente
recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber
o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.
Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai,
mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.
Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber
quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.
Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores
escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.
Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra
que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.
Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta
aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.
Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja
grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.
Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha
tudo aquilo que merecer e realmente desejar.
Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso
para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe
até que ponto está alimentando um espírito de dependência.
Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para
um caminho de honestidade e de Bem.
Pai de verdade mesmo não diz " Faça isto " ou " faça aquilo " , mas sim
" tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe " .
Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta
se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.
Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente,
atento e amoroso - com a alma de joelhos -
pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos ...

2 de nov. de 2008

Fiz uma redação e fui um dos ganhadores.Dêem uma olhada.

Causos e Histórias.

20. Rua da Minha Vó

Na época que eu tinha nove anos, todos os fins de semanas eu ia para casa da minha avó brincar com meus amiguinhos, todos na mesma idade. Naquela época, havia poucas casas e uma grande variedade de árvores, imensos terrenos vazios com campo de futebol, lagos e até poços artesianos das construções indígenas que ali habitavam. Dentre as árvores citadas, existia “pé de jamelão”, mangueiras e cana-de-açúcar. Mas antes de conhecer e explorar essas feitorias, houve uma série de emoções no decorrer da descoberta.

Num sábado de manhã, nos reunimos para jogar futebol. Enquanto a partida rolava, peguei a bola e isolei, pois disseram que eu fiz falta em um garoto (...). O chute foi tão forte que a bola se perdeu no matagal adentro. A partir daí tudo começou.

Como chutei a bola, tive que ir buscar, com medo sem demonstrar, mas não resisti e voltei. Daí os moleques começaram a me zoar. Aí falei: “ah é, então vai lá”. “Eu vou sim”, falou o moleque. E aconteceu a mesma coisa: ele voltou.

Em seguida, apareceram nossos pais expulsando a gente do campo, pois queriam jogar bola. O dono da bola começou a chorar e todos fomos para casa. À noite, nos reunirmos para ir buscar a bola. À noite, com lanterna e tudo. Naquela época ficávamos até tarde da noite na rua, pois a violência e o tráfico não existiam naquele local. Fizemos planinho e tudo para buscar a bola. Chegando no campo, entramos no mato, vimos um bicho grandão e saímos correndo. Os dias foram se passando e nas diversas tentativas, vimos a árvore que andava, o mato que corria, a velha que falava sozinha e uma série de coisas.

Os nossos pais diziam que a velha ia nos pegar para criar e depois nos comeria, caso fizéssemos mal criação. Isso tudo nos fazia crer que aquele local era meio diferente. Até que num domingo nos reunimos para pegar a bola. Este dia foi um dos dias mais 007 que passei. Éramos nove. Formamos grupos de três para avançarmos, com estilingue, paus e pedras para nos defender dos seres estranhos, que pensávamos que existiam. E já prontos nos encaminhamos para buscar a bola com o tempo meio chuvoso e vento forte. Mesmo assim, seguimos... deparando-nos com o pé de jamelão... rimos. A mangueira gigantesca, vimos com outro olhar, e a casa da velha era coberta de gaiolas e brinquedos. A bola não achamos, mas a descoberta do mundo inexistente foi marcante para nossas vidas. Até hoje rimos quando nos encontramos.

Essa descoberta, que não era bem uma descoberta, foi marcante não só para nós, crianças, que vivenciamos aqueles momentos, mas também para os mais velhos, os pais, que aproveitavam a oportunidade para nos amedrontar, caso fizéssemos bagunça. Quando voltamos da descoberta, falamos para todos sem medo e com muito orgulho. Detalhe: a bola nunca achamos.


Autor: Glauber de Andrade Lacerda da Anunciação
São Gonçalo – RJ

Futebol

Se nos debruçarmos mais detalhadamente sobre o fenómeno, que é o Futebol e a sua difusão espacial, verificamos que ele espelha, de uma forma muito concreta, as diferenças que se notam por esse país fora. Os clubes não vivem do nada, por isso precisam de capital para manterem a sua existência, e mesmo para poderem subir de escalão se for possivel. Claro está, que a maioria dos capitais, provêm de empresas, de indústrias, de alguns serviços e de outras actividades capazes de financiar os clubes que as solicitam. Mas essas actividades, sobretudo do sector secundário e pontualmente do sector primário e terciário, não se localizam uniformemente pelo território nacional, havendo regíões onde são mais abundantes e outras onde são menos. Obviamente que onde elas existam, maiores probabilidades há de existirem clubes de futebol.

O fenómeno futebolístico explica assim, parcialmente, o contexto do desenvolvimento urbano-industrial das diversas áreas do território nacional. A evolução da distribuição espacial dos clubes de futebol acompanhou as transformações verificadas no processo de desenvolvimento, havendo uma relação entre a expansão do futebol com o crescimento urbano-industrial. Este processo originou uma concentração da sua prática, quer enquanto modalidade desportiva, quer como espectáculo, nas áreas de maior densificação urbana e maior implantação industrial. Aparece, predominantemente ligado ao fenómeno industrial, o que se explica pela adesão por parte da população mais jovem e por outro lado a adesão do proletariado industrial a criar associações e colectividades desportivas e recreativas.

Mas o futebol não vive apenas de investimentos monetários por parte das empresas. O futebol é também, e como já se disse, um espectáculo que se pretende rentabilizar através das massas populacionais que o admiram e o companham. Daí, não se poder, também, ignorar a relação que há entre o futebol e os quantitativos demográficos. Por outro lado, não há futebol se não existirem particantes, e numa região onde a densidade é elevada, maiores possibilidades há de se formarem e recrutarem jogadores, possibilitando a instituição de um clube de futebol. Da mesma forma que as actividades do sector secundário não se distribuiem homogeneamente, também a distribuição demográfica nacional não é homogénea, variando de região para região, do norte para o sul, do litoral para o interior, reflectindo-se inevitavelmente no fenómeno futebolístico.

Ocorreu uma queda no desmatamento na Amazônia

BRASÍLIA - O ritmo de derrubada da floresta amazônica deu um refresco para as autoridades ambientais. Houve uma redução significativa de 22,3% no índice de desmatamento. Em setembro deste ano, foram derrubados 587 quilômetros quadrados da Amazônia, uma área equivalente à soma dos municípios de Porto Alegre (RS) e Niterói (RJ). Em agosto, haviam sido derrubados 756 km2 - o tamanho de Campinas (SP).

Mesmo com esse recente recuo na devastação da floresta, o acumulado do desmatamento entre junho e setembro, também em queda de 22%, continua a preocupar o governo federal. O ritmo caiu do equivalente a quase três municípios do Rio de Janeiro (3,26 mil km2) para quase duas vezes o tamanho de São Paulo (2,54 mil km2). "Caiu, mas ainda é demais. Queremos desmatamento zero. Pode melhorar? Pode", afirmou ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O governo atribuiu a queda do índice de desmatamento ao foco prioritário na origem das ações predatórias, ao reforço na fiscalização dos polígonos mais devastados, ao maior rigor e regularidade nas operações de combate, com embargos, apreensão e leilões de bens, além da presença da direção nacional nas operações conjuntas de Ibama, Polícia Federal e Forças Armadas. Entre agosto e setembro, foram realizadas 37 operações e aplicadas R$ 212 milhões em multas por crimes ambientais.

Para reforçar as medidas de combate ao desmatamento na região, o ministro Carlos Minc anunciou ontem a criação de seis novos "portais" que reúnem fiscais do Ibama e policiais federais. Haverá um posto em Tocantins, na BR-163, outro em Barra do Garças (MT), na BR-158, e também uma unidade nas proximidades de Cuiabá, no entroncamento das BRs 163 e 364. Mais dois "portais" serão instalados no Nordeste do país.

O Ministério do Meio Ambiente também anunciou a realização de um "pente-fino" nos planos de manejo autorizados pelo Estados e a obrigatoriedade, a ser ratificada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de interligação dos sistemas informatizados de concessão dessas licenças.

O ministro Carlos Minc informou, ainda, que serão lançados editais para a realização de 40 planos de manejo em unidades de conservação sob administração federal. Ele disse que a Caixa Econômica Federal deve conduzir obras de construção de infra-estrutura nas unidades com recursos do fundo de compensações por crimes ambientais. Também serão colocadas em práticas outras 40 operações de combate ao desmatamento em Rondônia, Mato Grosso e Amazonas nos próximos dias.

Na ponta dos avanços registrados pelo governo, está a implantação do Fundo Amazônia, criado com a primeira doação formal de US$ 1 bilhão feita pelo governo da Noruega. "Temos a promessa de doação de outros governos e empresas estrangeiras, além de empresas nacionais", afirmou Minc. Segundo ele, a crise financeira global não deve prejudicar a arrecadação de doações para o novo fundo. "A crise, a princípio, não teve sinais de refluxo. Há empresas nacionais e estrangeiras que devem entrar. A crise não mudou os humores dos doadores", comemorou. (Mauro Zanatta | Valor Econômico)

1 de nov. de 2008

Os fenômenos meteorológicos adversos são:



Granizo - precipitação que se origina de nuvens convectivas, como cumulunimbus, e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo, quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Pedaços com um diâmetro de cinco milímetros ou mais, são considerados granizo; pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo, bolas de neve, ou granizo mole. Bolas isoladas são chamadas de pedras. É referido como "GR" quando está em observação e pelo Metar. Granizo pequeno ou bolas de neve são referidas como "GS" quando estão em observação e pelo Metar.

Enchente repentina - inundação que acontece muito rapidamente, com pouca ou nenhuma possibilidade de um alerta antecipado e que, em geral, resulta de chuva intensa sobre uma área relativamente pequena. Enchentes repentinas podem ser causadas por chuva súbita excessiva, pelo rompimento de uma represa, ou pelo descongelamento de uma grande quantidade de gelo.

Geada - depósito de gelo cristalino, em forma de agulhas, prismas, escamas, dentre outros, resultante da sublimação do vapor d'água do ar adjacente, sobre a superfície do solo, das plantas e dos objetos expostos ao ar.

Neve - precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados, formados diretamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. É produzida freqüentemente por nuvens do tipo estrato, mas também pode se originar das nuvens do tipo cúmulo. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve. É informado como "SN" quando está em observação e pelo Metar.

Onda de Calor - período de tempo desconfortável e excessivamente quente. Pode durar vários dias ou várias semanas. The Weather Channel usa os seguintes critérios para definir uma onda de calor: a temperatura deve estar acima de 90 F (32º C) em pelo menos 10 estados e, pelo menos, cinco graus acima do normal em partes daquela área durante pelo menos dois dias, ou mais.

Tornado - Coluna giratória e violenta de ar que entra em contato com a extensão entre uma nuvem convectiva e a superfície da Terra. É a mais destrutiva de todas as tempestades na escala de classificação dos fenômenos atmosféricos. Pode acontecer em qualquer parte do mundo, desde que existam as condições certas, mas é mais freqüente nos Estados Unidos numa área confinada entre as Montanhas Rochosas (a oeste) e os Montes Apalaches (a leste).

Seca - clima excessivamente seco numa região específica. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio.